Medidas foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes e também atingem investigados presos com R$ 1,25 milhão em espécie no Aeroporto de Brasília, caso que deu origem à investigação.


O prefeito de Coari, Adail Pinheiro (Republicanos), passou a usar tornozeleira eletrônica por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da Operação Dinastia do Lago, da Polícia Federal (PF). Além do monitoramento eletrônico, ele e outros investigados tiveram os passaportes recolhidos e estão proibidos de deixar o país.
As medidas cautelares foram impostas após a operação deflagrada no último dia 16, que investiga suspeitas de fraude em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo contratos da Prefeitura de Coari, no interior do Amazonas.
Segundo apuração da TV Globo, as restrições também atingem ex-secretários municipais e outros investigados no caso, incluindo três empresários presos com R$ 1,25 milhão em espécie no Aeroporto de Brasília, episódio que deu origem às investigações.
Estão entre os alvos das medidas:
- Adail Pinheiro, prefeito de Coari;
- Rodrigo Alves de Almeida, ex-secretário municipal de Educação;
- Paulo José Franca de Matos, ex-secretário municipal de Limpeza Pública;
- Eduardo Jorge de Oliveira Alves, ex-secretário municipal de Fazenda;
- Denilson Palheta de Souza, ex-secretário da Casa Civil;
- Markeyson dos Santos Silva, ex-secretário municipal de Esportes;
- Thaís de Oliveira Lemos;
- Jéssica Shirley Moitinho;
- Márcia Chirles Santos Moitinho;
- Wagner Santos Moitinho;
- Erick Pinto Saraiva;
- Cesar de Jesus Glória Albuquerque.
O g1 tenta localizar a defesa dos suspeitos para comentar sobre as medidas cautelares.
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